domingo, 20 de março de 2011

Segunda Guerra - entrevistas

Nosso grupo foi às ruas para saber se as pessoas estavam à par do que aconteceu na Segunda Guerra Mundial. Confira:


Procuramos saber um pouco mais sobre o que os entrevistados comentaram.
Entrevistamos a professora de história Denise:

Entrevistas na rua feitas por Stephany Guebur e Pamela Castilho. Entrevista com a professora Denise feita por Marcela Andressa. Edição por Stephany Guebur.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Por Sophia Marques Chueke

          A  Alemanha que havia perdido a Primeira Guerra, não se conformava com as exigências impostas pelo Tratado de Versalhes.Hitler  afirmava a superioridade racial do povo alemão , pregando a eliminação dos judeus, dos povos eslavos e dos ciganos bem como dos deficientes e homossexuais. 
          Hilter ascende ao poder através do Partido Nazista em 1933 e a Europa continental não parece se preocupar com seus planos de recuperação dos Sudetos (região localizada na Tchecoslováquia) assim como Dantzig, enclave alemão. Defendia a integração dos alemães espalhados por esses territórios , mas na realidade, também  pretendia  ter acesso às riquezas disponíveis em regiões  como a Ucrânia, rica em trigo e minérios.
          Em 1938, a Alemanha anexou a Aústria e os Sudetos ao seu território ; franceses e ingleses  não se opuseram, mas com a ocupação do restante da Tchecoslováquia e da Polônia em 1939, foi deflagrada a guerra na Europa. Hitler invadiu a seguir a Dinamarca, a Holanda e a Bélgica e ja havia assinado  com o governo soviético um pacto de não-agressão recíproca, o que facilitara sua invasão na Polônia.
          A Guerra passa a ser mundial quando a Itália e o Japão se alinham à Alemanha, enquanto a Rússia e a China se juntam aos aliados; a Rússia, porque  a Alemanha não respeitando o acordo previamente estabelecido tentou invadir aquele país. Os Estados Unidos entram na guerra após o ataque aéreo japonês a base de Pearl Harbour no Pacífico. Com o lançamento das bombas atômicas nas cidades de Hiroshima e Nagasaki, o Japão assina sua rendição.
          Enquanto isto, as batalhas prosseguem no continente europeu, os ingleses resistem bravamente do mesmo modo que o exército soviético consegue rechaçar as tropas alemães no seu território. Os alemães neste caso também foram vencidos pelo extremo rigor do inverno russo. Com o  desembarque das tropas aliadas na Normandia bem como do despejo de bombas em cidades importantes da Alemanha,o suicídio de Hitler e a tomada de Berlim, a Segunda Guerra chega ao fim.
          Achamos importante mencionar que o Brasil, inicialmente propenso a fazer parte do Eixo, acaba, por razões políticas, notadamente uma aliança panamericana, se alinhar com os Estados Unidos, e havia também interesses econômicos que favoreceram esta tomada de decisão do nosso país.           

Fontes :
Fausto, Boris. Historia do Brasil. São Paulo: Edusp,2009,p.381-382.

Um outro ditador

É inevitável pensar em Segunda Guerra Mundial sem associá-la diretamente à figura de Adolf Hitler. As atrocidades cometidas por esse ditador são mundialmente conhecidas e marcaram gerações, deixando um lastro de horror e crueldade. É verdade que as imagens de milhares de judeus mortos em campos de concentração ilustram bem a magnitude da guerra de 1939. Porém, outros ditadores submeteram seus países à opressão e os fizeram viver, até hoje, sob a sombra de um passado de manipulação. Na Itália, por exemplo, Benito Mussolini fez jus ao termo ditador e é considerado um dos principais fundadores da ideologia fascista. Ainda antes de entrar oficialmente no poder, Mussolini e seus seguidores praticavam o chamado fasci de combattimento (fascismo de combate) e atacavam a esquerda italiana de maneira violenta, oprimindo quaisquer focos de ideais comunistas e socialistas. Após a Marcha sobre Roma, em outubro de 1922, o governo foi oficialmente entregue ao Partido Nacional Fascista e Mussolini tornou-se sinônimo de poder absoluto. Os órgaos de imprensa foram fechados, o poder legislativo foi completamente enfraquecido e a pena de morte foi legalizada. Os partidos políticos opositores entraram na ilegalidade e, entre os anos de 1927 e 1934, milhares de civis foram exterminados.



Tudo caminhava para a soberana liderança de Mussolini, o Duce (líder), mas foi com a eclosão da Segunda Guerra Mundial que o fascismo italiano se aproximou do nazismo alemão. No início dos conflitos, Alemanha e Itália eram aliadas. Porém, em julho de 1943, Mussolini foi derrubado e preso pelo próprio Grande Conselho Fascista e o novo governo italiano declarou guerra aos alemães. Em setembro do mesmo ano, Mussolini foi solto e, com a ajuda de tropas alemãs e de poucos fascistas que ainda lhe eram fiéis, mandou executar seus traidores. Entre eles, estava seu genro.



Em abril de 1945, durante uma tentativa de fuga, Mussolini foi capturado e morto por guerrilheiros antifascistas. Seu corpo, juntamente com o de sua amante e de outros fascistas capturados, foi pendurado de cabeça para baixo em uma estrutura de madeira improvisada e exposto ao público na Praça Loreto, em Milão.


Por Isabela Lucena e Pamela Castilho

Agosto de 1945

          O fim da Segunda Guerra Mundial foi marcado por um dos mais tristes episódios de todo o conflito: o lançamento de bombas nucleares nas cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki, em agosto de 1945. Os ataques, ordenados pelo presidente norte-americano Harry S. Truman, foram devastadores e deixaram cerca de 250.000 mortos.
          Em 1946, um ano depois dos ataques, o jornalista John Hershey publicou na revista “The New Yorker” a reportagem Hiroshima, na qual entrevistou seis sobreviventes do bombardeamento. Hershey reconstituiu partes da História a partir de relatos humanos e conseguiu mostrar que aquele agosto de 1945 não levou apenas vidas, mas destruiu sonhos e deixou marcas irreparáveis na população. Os 300 mil exemplares da revista semanal se esgotaram rapidamente das bancas e, mais tarde, a reportagem acabou sendo publicada em um livro. “ É um prolongamento da dor silenciosa que os sobreviventes de Hiroshima notaram nos conterrâneos feridos”, disse o jornalista brasileiro Matinas Suzuki no posfácio de uma das edições do livro que traz a reportagem.
          Quarenta anos depois da publicação de Hiroshima , Hershey voltou à cidade,reencontrou seus entrevistados, todos ainda vivos, e acrescentou um capítulo extra ao livro, no qual explica o que aconteceu aos hibakushas – as pessoas atingidas pelos efeitos da bomba. A versão completa do livro está disponível no Brasil, na coleção Jornalismo Literário da Companhia das Letras.

Brasil na Segunda Guerra Mundial

Mesmo mantendo sua posição de neutralidade, o Brasil já participava indiretamente da Segunda Guerra Mundial em meados de 1941, cedendo aos EUA territórios propícios para a construção de bases aéreas que facilitassem o translado aos territórios da África e do Oriente. No início de 1942, o Brasil tomou finalmente uma posição. Após ataques a navios nacionais supostamente cometidos por alemães, o país rompeu relações com o Eixo e passou a apoiar oficialmente os Aliados.

Apesar de ter definido sua posição na guerra já em 1942, somente dois anos depois, em 1944, o primeiro grupo de brasileiros chegou à Itália. Eram mais de 25 mil militares da Força Expedicionária Brasileira (FEB), além de 67 enfermeiras. A Tomada de Montese foi um dos mais marcantes feitos da FEB na Segunda Guerra Mundial. Ocorreu em 14 de abril de 1945 e pode ser considerada uma estratégia defensiva: enquanto a maior parte do fogo inimigo era apontado para os soldados brasileiros, a Divisão que liderava o ataque ficava aliviada. Durante toda a guerra, a Força Expedicionária Brasileira teve 443 mortos em batalha e 900 no mar, 1500 feridos e cerca de 8000 doentes, além de soldados traumatizados psicologicamente que teriam, inclusive, dificuldades para voltar a ter uma vida normal.

Com um esquadrão de caça composto por 60 pilotos treinados pelos norte-americanos, a Força Aérea Brasileira (FAB) também teve uma participação importante durante a Segunda Guerra. Os brasileiros destruíram mais de 12% dos alvos com menos de 6% das aeronaves do grupo, ficando entre os melhores em questão de desempenho.
Lembrar a guerra nunca traz satisfação (ou, ao menos, não deveria trazer). Mas não se pode negar que a participação do Brasil, mesmo que discreta, tenha sido significativa. Pode-se dizer que os brasileiros desempenharam seu papel na Segunda Guerra Mundial.
 


Por Isabela Lucena, Pamela Castilho e Rafaela Guimarães  

Olga Benário Prestes

Filha de judeus, alta, de cabelos escuros e olhos azuis, Olga Guthmann Benário nasceu em Monique no dia 12 de Fevereiro de 1908. Desde cedo, participava de atividades comunistas. Com 15 anos, em 1923, ingressou no movimento comunista de esquerda. Graduada pela Komintern (organização política fundada por Lenine após a Primeira Guerra Mundial) recebeu a mais importante tarefa de sua vida: participar da realização de uma Revolução Comunista no Brasil (Intentona Comunista de 1935), para onde foi na década de 1930.


Durante sua missão, Olga conhece Carlos Prestes, com quem viajou para Leningrado, Amsterdã, Bruxelas e Paris. No decorrer da viagem, “interpretaram” o papel de recém-casados, o que os obrigou a criar intimidades inesperadas. Um tempo depois, o que era até então ficção virou realidade, pois Prestes e Olga se casaram e foram passar a lua-de-mel em Nova Iorque. Logo após, pegaram um trem para Miami, onde iniciaram sua viagem para o Brasil e iniciaram, assim, a o Movimento Revolucionário da recém fundada Aliança Nacional Libertadora.


O Movimento ganhava cada vez mais adeptos das classes mais desfavorecidas da sociedade da época. Desse modo, o avanço da ANL assustava o governo de Vargas. Uma carta enviada por Prestes propondo uma revolução foi o pretexto para Getúlio decretar a proibição do PCB e da Aliança como partido. A polícia tentava descobrir o paradeiro do presidente da Aliança e de outros envolvidos, que, devido a um golpe comunista conseguiram simular sua estadia no exterior. Isso fez com que o governo desviasse sua atenção dos manifestantes.  Apesar disso, a revolução fracassa em 1936. Em decorrência desse fracasso, Olga e Prestes são presos e separados. 
Grávida de Prestes, Olga empreende uma grande luta para ter sua filha no Brasil. Mas o governo Vargas, como uma vingança pessoal contra Prestes, se empenha em deportar Olga para a Alemanha. Assim, ela segue deportada grávida de sete meses e é levada à prisão de mulheres da Gestapo.
Na madrugada de 27 de novembro de 1936, exatamente um ano após o fracasso da revolução, nasceu Anita Leocádia, filha de Olga e Prestes, um bebê forte e saudável. Quando Anita tinha 14 meses de idade, foi retirada dos braços da mãe e entregue à avó.



Em 1938, Olga foi transferida para o campo de concentração de Lichtenburg, e em 1939, para Ravensbrück, o único grande campo exclusivo para mulheres. Lá, Olga foi líder do bloco e deu aula para outras presas. Em 1942, Olga foi morta juntamente com mais 200 mulheres em uma câmara de gás.
Por Pamela Castilho e Flávia

Fascismo: da Segunda Guerra à atualidade

          Pensar em fascismo no Brasil é algo inusitado, pois não se acredita que essa ideologia obteve grande repercussão no país. Porém, esse pensamento está equivocado, pois houve ideais fascistas que, apesar de não terem dado certo, tiveram grande disseminação. Um exemplo foi a Ação Integralista Brasileira (AIB), movimento que tinha como parâmetro os movimentos fascistas de Hitler e Mussolini (camisas pardas e camisas negras) e promovia um Brasil totalitário. Os Integralistas Brasileiros apresentavam-se uniformizados e se metiam em espancamentos de negros, estrangeiros e judeus, eram chamados de camisas verdes. A fundação do partido Integralista ocorreu em outubro de 1932 e perdurou até 1937, pois perdeu forças com o surgimento do Estado Novo.
           Assim como o nazismo, os camisas verdes utilizavam uma saudação: o “Anauê”, que se presume vir do tupi e significa “eis-me aqui”. Outra semelhança com os regimes fascistas é a bandeira Integralista, que tinha como símbolo o sigma maiúsculo, semelhante à suástica nazista.
                             

          Atualmente o nazismo perdura, tanto no cenário nacional quanto no cenário mundial. Os chamados “neonazi”, ou neonazistas se reúnem para promover os mesmos ideais da época de Hitler. Existem diversos grupos de ideais racistas, alguns ligados ao neonazismo, outros não. Por exemplo: o White Power é um movimento composto por jovens que têm como causa a defesa do orgulho branco. O Ku Klux Klan é um grupo racista formado por protestantes. O Skinhead nazista corresponde a um grupo que integra o movimento Skinhead, como uma espécie de ramificação. Apesar de receber o nome de neonazismo, esse movimento não tem nada de novo, uma vez que após o término da Segunda Guerra, o grupo continuou atuando de maneira clandestina.  Alguns neonazistas começaram a integrar torcidas organizadas de futebol com o objetivo de propagar o ódio racial, passando a praticar atos preconceituosos, como ofensas e agressões a jogadores e torcedores negros. 
          Tanto na época do Partido Integralista, como atualmente com o neonazismo, os ideais fascistas alienam e influenciam muitos jovens  a cometerem atos de violência e brutalidade. É necessário que haja fiscalização, para que esses movimentos sejam sufocados e, assim, não haja descriminação racial e exclusão na sociedade.

                              


Por Pamela Castilho e Rúbia Zwicker